Aplicativos e Amigos

Uma das coisas que sentimos falta quando estamos longe de casa são os nossos amigos. Já que a tecnologia está tão presente em nossas vidas, por que não usá-la para trazer um pouco do old school de volta?

Meu curso na UFAM, apesar de ser diurno, acaba nos tomando o dia todo. Sendo assim, eu e meus amigos passamos, praticamente, o dia todo juntos. A universidade chega a ser nossa segunda casa.
Como somos pessoas muito legais, estamos sempre procurando algum meio de se divertir em grupo. Já passamos pelos jogos de cartas, tabuleiro, dominó, jogos que precisavam de papéis, jogos que não precisavam de material nenhum… Enfim, a onda agora são jogos de celular. Mas não aqueles que cada um fica com o seu… Nem aqueles outros que você precisa ter internet disponível… E sim os que nos permite interagir com o grupo. E cá estão alguns jogos que possuem o nosso selo de qualidade:

Eu tenho o Perfil 4 em casa e sempre o achei bastante difícil. Esse aplicativo, porém, é mais fácil. Permite que você escolhe o tamanho do tabuleiro e quantas pessoas vão jogar. Sendo assim, só um celular é necessário caso for jogar em grupo. Depois é só fazer o indicato e ele mesmo move as peças e diz quem ganhou no final.
Há a opção forever alone, mas não gostei muito. Outro ponto negativo é que na versão fodido pobre grátis não há tantas perguntas assim. Depois de alguns dias você e seus amigos já terão decorado as respostas sendo tentando pelos pacotes de expansão. Para os dispostos, acho que a versão paga deve valer a pena.

homer-thinking-dancing

A desgraça é quando cai na categoria Ano

Para os amantes de mímicas, este aplicativo promete bastante diversão. Divide os participantes em grupos, sorteia as palavras, marca o tempo e computa os pontos. Infelizmente a versão grátis também não é tão completa assim e após alguns dias você estará pensando se vale a pena comprar a versão paga. De qualquer modo, vale a diversão.

harry daniel

Diversão para os bons em mímica e os não tão bons assim

Bom, depois de do vício nos dois jogos acima, precisávamos de um que nos desse palavras novas. Achei esse e baixei. Ele é por jogador ao invés de equipe, mas computa os pontos direitinho. Nas instruções do jogo, diz que você pode fazer mímica ou fazer tipo Tabu (jogo da Grow) em que dicas são dadas para se adivinhar a palavra. Você define o tempo e a quantidade de palavras por rodada e quem se a pessoa acertar a palavra tanto ela quanto quem estava fazendo a mímica/dando as dicas ganham pontos. Sendo assim, a maioria das vezes são dois os vencedores. Não achei tão bom quanto os outros dois já citados, mas é divertido.


Bom, por enquanto é só isso. Com minha ida para o CSF, momentos assim são mais difíceis, então só testamos esses mesmo. Mentira, também testamos o Taboo, mas ele não marca muito bem os pontos. É meio confuso. Vale pelas palavras, principalmente se você der aulas de inglês.

Caso apareçam mais jogos legais, atualizarei o post.
Agora, divirtam-se o/

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O Rei Leão 3D (The Lion King 3D) – O ciclo sem fim

Minha sugestão é que leia isso ouvindo esta música: This Land (Hans Zimmer)

Tinha que escrever esse post hoje, mesmo que seja editado amanhã, ele deve ser escrito e publicado hoje. Pois, finalmente fui ver “O Rei Leão, 3D”. Não que eu realmente me importe com o 3D, isso é o de menos. O que eu realmente queria, era ver (ou rever, segundo minha mãe.. mas não se deixe enganar, ela tem memória fraca) no cinema. Arrastei minha família e tudo!

(meu pai até brincou, falando: “Só a Sara pra me fazer assistir Rei Leão, de novo”)

Mas enfim, deixe-me organizar o pensamento e decidir sobre o que realmente será esse post… … Ok, não será sobre o filme, até porque acredito que a maioria já tenha assistido ao menos uma vez. Será sobre a experiência.

Quando descobri que o filme seria relançado no cinema, só faltei pular da cadeira, afinal é uma das animações que mais gosto. Foi o primeiro VHS que ganhei e o que meu pai disse, por brincadeira, faz sentido, já que assisti esse filme tantas vezes que ninguém, além de mim, aguentava mais. Ou seja, é basicamente o filme que me faz relembrar da minha infância, da minha cidade natal e até de minha família. Portanto, é bem especial. Saí do cinema intensamente e incrivelmente feliz. Foi uma ótima experiência. Única. Espero nunca esquecê-la.

 

 

Chorei com a música incial, me emocionei com as lições e a voz do Mufasa, encolhi na cadeira quando Scar leva Simba para o vale, chorei com o que aconteceu em seguida, cantei Hatuna Matata, refleti as palavras de Rafiki, me apaixonei novamente pelo Simba, chorei enquanto ria do Timão dançando hula, tive vontade de rugir para a pedra do rei e fiquei até os últimos nomes aparecerem na tela e até as luzes ligarem.

 

 

É impressionante como me envolvi com as cenas, os personagens, a trilha sonora (obra prima, na minha opnião, de Hans Zimmer – com a participação especialíssima e essencial de Lebo M -), tudo! Mesmo sabendo o que ia acontecer… sei lá, é difícil de explicar, mas agradeço por ter dividido isso com minha família e agradeço a Disney pela oportunidade e por terem mantido a dublagem original. Fez toda a diferença.

 

 

E eu não estava sozinha, apesar de ter ido ao cinema esperando uma experiência eu-filme, filme-eu, não pude deixar de notar as pessoas ao meu lado. Tinha de todo tipo e agradeço pela presença delas, também. Crianças e adultos que nunca viram o filme, adultos e jovens que eram fãs do filme, adultos acompanhando seus filhos, crianças aproveitando o filme de outra maneira… enfim, todo tipo de gente, cantando as músicas, perguntando se o leãozinho estava dormindo, falando junto com o personagem, rindo, conversando… tendo, também, uma experiência. E eu sendo egoísta, né? Mas o filme não é meu, não é da Disney, é de todos nós. É algo que vivenciamos juntos e que nos marcou de uma maneira ou outra.

 

 

Então, deixo aqui minha sugestão. Vá ao cinema! Seja sozinho ou com alguém que você ame. Seja para assistir pela milésima vez ou pela primeira. Não importa, sinta a magia do que é voltar a ser criança (mesmo que você nunca tenha assistido), cresça com os personagens! O 3D não importa, nem saber se o filme é plágio ou não. Nunca assisti Kimba – aposto que tem seu crédito -, mas assisti Rei Leão.. Assisti em VHS, em DVD e no cinema. Assisti durante várias fases da vida e é o que pretendo continuar fazendo. E euzinha aqui, guardarei tal animação dentro de mim até que um ciclo se feche e outro comece.

Percy Jackson e O Ladrão de Raios (Percy Jackson and The Lightning Thief)

Esse post será sobre o filme, somente. Não li o livro. Essa é a minha opinião do filme como um filme. Estamos entendidos? Ok.

É uma nova tentativa de Harry Potter. Nem me venha dizer que não. É esse o objetivo do filme. Devo dizer que falharam lindamente. Roteiro fraco, atuções fracas. Até quem é fã do livro não gostou. É engraçadinho, faz piadinhas “modernas”, mas ainda assim é um #epicfail (tudumtsi).

Antes de tudo, resuminho: Percy é um garoto que aparentemente não se encaixa no seu cotidiano (podemos ver claramente pelo cabelinho de emo que não há dúvidas disso). Como muitos adolescentes ele sente que não pertence ao lugar que vive, mas diferente dos outros adolescentes, ele realmente não pertence ( jornada do herói, oi).

Percy na verdade é um semideus, filho de Poseidon. Acontece que Zeus acha que Percy robou seu raio e por isso exige que o traga de volta em apenas uma semana.

Nosso protagonista é levado para um acampamento de bastardos chamado Half Blood (meio sangue) onde receberia seu treinamento. Lá  descobre que seu melhor amigo Grover é, na verdade,  um sátiros. Como na sua fuga para o acampamento sua mãe é capturada, Percy desobedece as regras e vai atrás dela juntamente com seu amiguinho engraçaralho e a habilidosa filha de Athenas, Annabeth (Harry, Rony e Hermione, all over again). Então o plano era resgatar a mãe, convencer Hades de que ele não tinha o raio e consequentemente se livrar da ira de Zeus.

Nhé, resumo básico. Hora dos detalhes!

Roteiro: Franquíssimo! Fiquei curiosa em ler o livro só para ver se é tão ruim como o filme. Muito fraco mesmo. Personagens burros e nada cativantes (tanto que tive que procurar seus nomes no Google… eu não lembrava) em situações bem previsíveis. As piadinnhas são engraçadinhas e tudo mais, mas pelo amor dos Deuses, precisava o resto do roteiro ser tão previsível e com tantas falhas e furos? Ah, não acredita? Meu pai chegou em casa e começou a assistir o filme já passados alguns minutos (estava na cena do museu). Quando chegou na parte do acampamento ele já sabia quem era o “vilão”. É.. Pois é.

Atuações: Tão fracas quanto o roteiro. [SPOILER] quando a mãe volta do mundo inferior, desaparece de cena totalmente.. nem parecia que a atriz estava lá [/SPOILER]. Os destaques (alguém tinha que se salvar, né?) ao meu ver foram: Uma Thurman (Medusa), Brandon T. Jackson (Grover) e Sean Bean (Zeus). Mas sou meio suspeita para falar dos dois últimos, pois gostei da dublagem do Brandon e adoro o Sean Bean.

Figurino, efeitos e todo o resto: Não gostei também. A adaptação da “mitologia” para “os tempos modernos” ficou engraçada. iPod no lugar de espelho, All Atar com asinhas etc. Mas o figurino “épico”… nhéém. A trilha sonora é legalzinha, mas não muito original.

O filme não pode ser tão ruim, vá?: Não, não é o pior do mundo. Algumas atuações, algumas cenas, a dublagem e a adaptação do roteiro salvam o filme. Parabéns, especialmente, ao Wendel Bezerra que não só dublou o Grover, como dirigiu. Adorei a dublagem dele! A dos outros personagens principais não ficou algo espetacular, mas acredito que tenha melhorado um pouco o baixo desempenho dos atores.

Resumindo: Se você for fã de mitologia grega, talvez esse não seja o melhor filme.  Já se você quer incentivar o aprendizado da mitologia em alguma criança de 12, 13, 14 anos (ou menor), aí sim coloque Percy Jackson em sua lista. Se você não tem mais nada pra fazer, nenhum filme que preste na tv a cabo e por algum acaso estiver passando o dito cujo em algum lugar, pode ver também. Afinal, se não gostar é só parar de ver! Ah, veja dublado.

2 direwolves pelo filme + 1 pela dublagem =


(3 direwolves)

O Ursinho Pooh (Winnie the Pooh)

Novo filme mostra que ainda há esperanças para Disney

Se a Disney vem aborrecendo os fãs há um tempo, o novo filme da mesma pode ser a mostra de que ainda há esperanças.

O filme começa com o quarto de uma criança, onde há um livro, o livro abre e a estória começa com Pooh (Cláudio Galvan) e sua esfomeada barriga. Quando sai de casa o ursinho guloso percebe que Ió (Ednaldo Lucena) está mais desanimado que o comum. Ele havia perdido a cauda, então, seus amigos começam uma busca valendo um grande prêmio para aquele que encontrar uma substitura digna. Acontece que Pooh encontra um bilhete de Christopher Robin (André Marcondes) e pela leitura um tanto errônea de Corujão (Orlando Drummond) todos imaginam que seu amigo foi tomado por um terrível e inexistente monstro chamado Voltogo (Marco Ribeiro). Coelho (Joméri Pozzoli) forma um plano e junto com Cam (Selma Lopes), Guru (Yago Machado), Leitão (Alexandre Moreno) e os outros, começam a caça pelo terrível monstro.

Agora com a sinopse feita, vamos a minha parte preferida: detalhes!

E os anjos cantam “aleluia”: Sim, imaginem o meu alívio quando o filme começou e eu vi que era no bom e velho estilo clássico. Feito à mão, com carinho, falhas e tudo que te trás aquele sentimento nostalgico. E como se não bastasse, a versão brasileira (dirigida por Andrea Murucci) teve a participação de ótimos dubladores. Pois é, minha felicidade estava que nem a do Pooh quando ele acha mel para saciar sua barriguinha (que mostra ser um personagem à parte; muito simpática).

Estilo anos 90. Do jeitinho que gosto

Não é preciso ser fã de animações para perceber que hoje é tudo na base da tecnologia. “A Princesa e o Sapo” (2009), por exemplo, foi a primeira animação feita em estilo clássico desde “Nem que a Vaca Tussa” (2004). E agora, em 2011, John Lasseter (sim, ele mesmo) e sua produção nos presenteia com mais uma animação bem no estilo anos 90. Do modo a ser feito até as músicas.

Depois de tantas decepções a Disney internacional e a Disney Brasil mostram que trabalhos bem feitos são possíveis!

Mas nem tudo são flores: O filme não é perfeito devido a uma coisinha pequena, porém importante. O enredo.

Sim é simples e ótimo para crianças, mas é um tanto fraco. No post de Carros 2 comentei que parecia um curta que virou filme. E nesse tenho a mesma sensação. Parece mais com aqueles filmes que sai apenas em DVD. Tem umas cenas engraçadas, outras que ensinam moral e outras inteligentes. Mas se você não gosta tanto de animação assim, provavelmente não vai querer gastar o valor de um ingresso inteiro com esse filme.

Nem tudo dá certo

Outra coisa que me incomodou um pouco foi que apesar de justa, o tempo em cena de cada personagem acabou não sendo o suficiente. Senti falta principalmente do Tigrão (Isaac Bardavid). Esse é o problema quando o filme é do Pooh e não de todos.

Ah, deixa de ser chata e fale das coisas legais: Feito à mão, ótimos dubladores… não podemos esquecer da brincadeira feita com os personagens e o texto, o que acabou por render algumas piadas.
As brincadeiras com as palavras tem um valor educativo, mas infelizmente são todas em inglês. O que compensa é a interatividade dos personagens tanto o texto quanto com o Narrador (Jorge Rebello), que diverte crianças não importando o idioma.

Surpresa: Sim, antes do filme começar nos deparamos com um curta feito também no estilo anos 90. Lembra daqueles desenhos do Pateta onde basicamente era só o narrador falando? Pois é, “The Ballad of Nessie” foi feito no mesmo estilo e conta a verdadeira estória por trás da adorável criatura.

Narrado por Mauro Ramos

Resumindo: Vale a pena ser visto no cinema caso você for um amante de animações ou uma criança. Fora isso, espere o DVD e aproveite o filme e extras! Nostalgia garantida.

Caso esteja interessado, aqui tem uma pequena entrevista – em inglês – com Lasseter onde ele comenta um pouco sobre o trabalho. Também deixarei o link para o episódio do qual a nova abertura da Disney foi extraída.

(4 direwolves)

A Guerra dos Tronos (livro)

Estava escrevendo uma resenha, mas ficou muito grande. Portanto, tentarei fazer desta algo mais técnico e rápido para aqueles que ainda não leram o livro. Tentarei seguir o exemplo da minha mestra Julia. Então, vamos lá.

Uma pequena observação: a tradução foi feita por um tradutor luso e adaptada para o português do Brasil. Como a adaptação não foi muito bem feita (saiba mais aqui), é normal deparar-se com palavras menos comum ao nosso cotidiano e mais comum ao contidiano deles.

O livro começa falando sobre alguns patrulheiros da Muralha e introduz de antemão que se trata de uma estória com elementos de fantasia. Mas, a trama realmente começa em Winterfel, a principal Casa do Norte de Westeros. De lá a estória vai dividindo-se, migrando para Porto Real e para a própria Muralha. Além de Westeros, somos apresentado a Deanerys, antiga princesa dos 7 Reinos mas que agora, contra sua vontade, vive do outro lado do Narrow Sea.

A narrativa do livro é dividida entre os personagens. No caso deste volume, os personagens escolhidos são Eddard Stark, Catelyn (Tully) Stark, Bran Stark, Arya Stark, Sansa Stark, Jon Snow e Daenerys Targaryen. Isso em muito colabora com o mistério, mas pode atrapalhar em algumas cenas importantes.

A trama é cativante e  as surpresas, assim como as mortes, são muitas. Não é um livro para crianças, mas não tem tanta “sacanagem” quanto a série da HBO.

A leitura é simples e rápida, portanto não se assuste com o tamanho do livo e o seu peso. São muitos personagens e a estória é complexa, mas após alguns capítulos você já estará acostumado. O “fator teletransporte” também é bem eficaz. Basta algumas linhas e é como se estivesse lá, ao lado dos personagens, observando.

Martin não gasta muitas palavras em descrições e as batalhas são tão escassas quanto, mas nem por isso o primeiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo deixa de ser bom. Na verdade, pouquíssimas coisas me incomodaram e como ainda é o primeiro volume, tenho que esperar para ver qual será o resultado.

Resumindo: É um bom livro. Você é levado para dento estória e assim como os personagens, chora, chinga e ri. Mas é uma série de livros (a previsão é de que sejam 7 volumes) e apesar da leitura simples eles são bem grandinhos e as estórias bem complexas. Portanto se você não gosta de estórias medievais que envolvem fantasia ou não quer ler sete livros – sendo que em todos eles a quatidade mínima de páginas é maior que 500 -, talvez seja melhor procupar outra estória. Ou pelo menos adiar a leitura, porque depois que você começar, vai ser difiícil largar antes do fim.

Interessou-se? Aqui você poderá encontrar um resumo mais detalhado. Minha dica caso queira comprar o livro pela internet é o site Submarino. Eles gostam de fazer promoções; tanto pelo Twitter quanto pelo próprio site.

(5 Direwolves)

Carros 2 (Cars 2)

Meia noite e meia. Minha carruagem já voltou a ser abóbora e ainda estou acordada. Como o sono não é suficiente para ir dormir, resolvi escrever logo minha humilde review de Carros 2, a mais nova animação da Pixar.

No post passado declarei meu amor ao estúdio e comentei brevemente que eles não haviam mudado até Carros 2. Como essa discussão envolve a Disney e outros estúdios de animação deixarei para depois. Mas, comento logo o que esse filme tem de diferente: foi feito com objetivos comerciais e não adianta dizer o contrário.

Antes de entrar em detalhes deixe-me definir o que é o Fator Pixar, ao meu ver: é o fator emocional que à primeira vista parece realmente ser aquilo que você ver, mas, ao aprofundar, você percebe que há muito mais.

Já estabelecido qual o Fator Pixar, podemos dizer que em Carros 2 o Fator Pixar é bem fraco e limitado. O que você vê é realmente o que você vê a nada mais.

Mas vamos organizar tudo isso direitinho, separando tudo em grupos. Mas primeiro, sinopse!!

Continuação divertida, mas fraca

O filme começa introduzindo um novo personagem; o agente britânico Finn McMissile. E acredite em mim quando digo que ele só falta voar para ser um carro completo. Digno de James Bond. Depois disso, voltamos à Radiator Springs onde Sally convence McQueen a levar Mate em sua próxima viagem. É no Japão que as duas estórias juntam-se. Mate é confundido com um agente secreto e passa a trabalhar com McMissile e Holley, uma inteligente e tímida operadora de sistemas.

A trama gira em torno do Mate, sendo ele o principal desta vez. O tema é claramente espião; interessante principalmente para as crianças. Algumas situações de perigo e outras engraçadas fazem parte da fórmula utilizada nesse filme.

Sinopse simples e rápida. Quer saber mais sobre a estória? É só clicar aqui. Agora, aos detalhes!

Finalmente, uma garota para o Mate!

Estória: É um tanto fraca. O plot é bastante simples e infantil, obviamente, mas é apresentado de forma tão rápida que não tenho certeza se as crianças realmente entenderam. Não há muito aprofundamento nos personagens. Apenas o Mate é vagamente explorado.

Fator Pixar: Como disse, achei fraco. Aqui, o que é abordado é a amizade e cumplicidade. Principalmente entre o McQueen e o Mate. Abordado, pobremente, se me permitem dizer. Uma das cenas finais chega a dar aquela sensação de “humm, que forçado!”.

Tecnicamente falando: Bom, é Pixar né? Achei a riqueza de detalhes, principalmente nos ambientes, impressionante! São MUITOS detalhes! Eu não sabia para onde olhar. Quanto aos modelos de carros, eu realmente não sei o que dizer. Não sou especialista em marcas, meu vocabulário carrístico é bastante limitado. Mas, gostei muito mesmo dos ambientes e detalhes. Nunca fui à Inglaterra, Itália ou Japão, mas deu pra ver que eles fizeram uma baita pesquisa e conseguiram transferí-las perfeitamente para o mundo Carros.

A trilha sonora também é legal. Não consigo deixar de pensar que poderia ser melhor, explorando mais a música típica de cada região, mas deve ser difícil fazer isso em um filme sobre carros.

NOTA: esse tópico técnico não chega a ser muito confiável, minha opinião sobre tais assuntos só serão realmente formadas depois que rever o filme.

Arte conceitual: Inglaterra

Arte conceitual: Itália

Arte conceitual: França

Personagens: Os personagens antigos mal aparecem. Gostei de ver o Guido e Luigi, mesmo que brevemente (são uns dos meus preferidos, juntamente com o Mate), mas senti falta dos outros. Esse filme foca mais nos personagens novos, o que seria legal se os mesmos tivessem mais o que oferecer. Realmente pecaram em fazer uma trama que não dá muito espaço aos personagens antigos.

Dublagem/Adaptação: Confesso, no primeiro filme eu gostava da dublagem, mas não era a minha preferida. Sim, foi dirigida Guilherme Briggs cujos trabalhos são excepcionais. Detalhe que a primeira vez que vi o filme vi na HBO, legendado. Percebo com toda certeza, hoje, que foi por isso que achava a dublagem do primeiro filme “diferente do legendado, mas legalzinha”. Hoje, discordo, gosto das duas versões, podendo mudar dependendo da piada. Enfim, estava meio receosa quando fui ver o segundo filme e quer saber de uma coisa? A dublagem realmente me fez gostar mais (ou desgostar menos) do filme.

Fui pro cinema com expectativas baixas, achando que ia ser apenas divertido (o que foi, mais ou menos), mas a dublagem e as piadas adaptadas realmente ficaram excelentes! Mandei um tweet para o Guilherme Briggs parabenizando todos os envolvidos. Gostei muito, realmente.

Resumindo: Tecnicamente, tem o selo Pixar de qualidade; mas a estória está voltada para algo que a Disney faria. É continuação legal, divertida, expande o universo, mas desnecessária. Quando o dinheiro fala mais alto, coisas assim acontecem.

Na Tv, passava um tal de Cars Toon, que eram pequenos spin-offs contando aventuras de Mate e seu “mió amigo”.  Pronto, Carros 2 é um curta estilo Cars Toon que virou longa! Ou ninguém mais percebeu o easter egg do final? Nada me tira da cabeça que aquela cena é o John Lasseter admitindo tudo.

Mas, de qualquer jeito, vale a pena. Diversão garantida para crianças e adultos. Já a emoção..? Bom, talvez nem tanto.

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